50 Exercícios de Raciocínio Lógico Resolvidos Passo a Passo

Domine raciocínio lógico com 50 exercícios resolvidos passo a passo. Método comprovado para concursos CESPE, FCC e VUNESP. Aprenda agora!

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50 Exercícios de Raciocínio Lógico Resolvidos Passo a Passo para Concurso

Você vai sair deste guia sabendo exatamente como montar o raciocínio para qualquer questão de lógica — inclusive as mais capciosas — e vai parar de perder pontos por erro de processo.

O que separa quem gabarita de quem erra não é talento. É método. Uma sequência clara de passos que você aplica em qualquer questão, independente do tipo ou da banca. Este guia apresenta os exercícios que mais aparecem em concursos, organizados por categoria, com o raciocínio completo linha a linha.

Leia uma vez, resolva junto. Você vai sentir a diferença na próxima questão.


Por que raciocínio lógico elimina tantos candidatos

A maioria dos candidatos estuda teoria e esquece de praticar com resolução explícita. Lê a tabela-verdade, entende o conceito — mas na hora da prova, a questão vem com negação dupla ou uma condicional encadeada e o raciocínio trava.

O problema não é inteligência. É falta de método.

Em provas do CESPE, raciocínio lógico responde por 10 a 15 questões de uma prova objetiva típica. No TRT, FCC e VUNESP, a proporção é semelhante. Errar metade dessas questões por confundir contrapositiva com inversa custa de 3 a 5 pontos — diferença suficiente para ficar fora da listagem.

Raciocínio lógico exige um processo quase mecânico: identificar o tipo de argumento, aplicar a operação correta, verificar o resultado. Quando você internaliza esse fluxo com exercícios de raciocínio lógico resolvidos passo a passo, a questão mais difícil vira rotina.


Os tipos de questões que mais caem em concursos

student studying exam Foto: Gera Cejas

Antes de resolver, você precisa saber o que estudar. As bancas — CESPE, FCC, VUNESP, Cebraspe — repetem os mesmos grandes blocos:

  • Proposições simples e compostas (conectivos: e, ou, se… então, se e somente se)
  • Tabelas-verdade (valor lógico de proposições compostas)
  • Negação de proposições (inclusive as compostas)
  • Silogismos e inferências (Modus Ponens, Modus Tollens, silogismo hipotético)
  • Lógica de conjuntos (relações entre categorias)
  • Sequências e raciocínio quantitativo (séries numéricas, padrões)

Dominar esses seis blocos cobre mais de 80% das questões de lógica em provas de nível médio e superior.

Proposições e conectivos lógicos

Uma proposição é qualquer sentença classificável como verdadeira (V) ou falsa (F). Os conectivos mais cobrados:

SímboloLeituraNome
eConjunção
ouDisjunção
se… entãoCondicional
se e somente seBicondicional
~nãoNegação

A condicional (→) é a campeã de questões. Entenda ela de verdade e metade das pegadinhas de banca desaparecem.

Silogismos e inferências válidas

Os três argumentos mais cobrados em concursos:

  • Modus Ponens: P → Q; P; logo, Q
  • Modus Tollens: P → Q; ~Q; logo, ~P
  • Silogismo Hipotético: P → Q; Q → R; logo, P → R

Memorize a estrutura, não o nome. Na prova, você reconhece o padrão e aplica direto.


Exercícios resolvidos passo a passo

Resolva você mesmo antes de ler a solução. É assim que a aprendizagem acontece de verdade.

Proposições, negações e tabelas-verdade

Exercício 1 — Negação de proposição condicional

Negue: “Se estudo, passo na prova.”

Passo 1: A forma geral é P → Q. A negação de uma condicional não é ~P → ~Q (esse é o erro clássico de prova).

Passo 2: ~(P → Q) = P ∧ ~Q. Em palavras: a negação é uma conjunção.

Passo 3: Resposta — “Estudo e não passo na prova.” Sempre que ver condicional, a negação vira “e” mais a negação do consequente.


Exercício 2 — Tabela-verdade da conjunção

Determine quando “Chove E faz frio” é verdadeira.

Passo 1: P ∧ Q só é verdadeira quando ambas as partes são verdadeiras.

Passo 2: Monte a tabela:

PQP ∧ Q
VVV
VFF
FVF
FFF

Passo 3: A conjunção é verdadeira apenas quando as duas condições ocorrem simultaneamente.


Exercício 3 — Negação de proposição universal

Negue: “Todos os candidatos estão preparados.”

Passo 1: A negação de “Todo A é B” é “Existe algum A que não é B” — nunca “Nenhum A é B”.

Passo 2: Aqui: “Existe algum candidato que não está preparado.”

Passo 3: Resposta correta — “Algum candidato não está preparado.” A banca adora colocar “nenhum” como alternativa errada sedutora.


Exercício 4 — Equivalência lógica da condicional

P → Q é equivalente a qual proposição? a) ~P → ~Q b) ~Q → ~P c) Q → P

Passo 1: A contrapositiva de P → Q é ~Q → ~P, e as duas são logicamente equivalentes.

Passo 2: Verifique pela tabela: sempre que Q é falso e P é verdadeiro, a condicional P → Q é falsa — e ~Q → ~P também seria falsa. Elas se comportam identicamente.

Passo 3: Resposta: b) ~Q → ~P. As opções a (inversa) e c (recíproca) não são equivalentes — esse é um dos erros mais explorados pelas bancas.


Silogismos e argumentos válidos

Exercício 5 — Modus Ponens

“Todo servidor aprovado no estágio probatório é efetivado. Carlos foi aprovado. Logo?”

Passo 1: Estrutura: P → Q (aprovado → efetivado); P (Carlos foi aprovado).

Passo 2: Modus Ponens — P → Q; P; logo, Q.

Passo 3: Conclusão — Carlos é efetivado. Argumento válido.


Exercício 6 — Modus Tollens

“Se o candidato não estudar, não passará. Marcos passou. Logo?”

Passo 1: Estrutura: ~E → ~P; P é verdadeiro (Marcos passou), ou seja, ~P é falso.

Passo 2: Modus Tollens — P → Q; ~Q; logo, ~P. Aplicando: ~E → ~P; ~(~P); logo, ~(~E), ou seja, E.

Passo 3: Conclusão — Marcos estudou. Argumento válido.


Exercício 7 — Silogismo Hipotético

“Se há concurso aberto, há candidatos inscritos. Se há candidatos inscritos, os cursinhos ficam cheios. Logo?”

Passo 1: P → Q; Q → R.

Passo 2: Silogismo Hipotético — P → Q; Q → R; logo, P → R.

Passo 3: Conclusão — “Se há concurso aberto, os cursinhos ficam cheios.”


Exercício 8 — Identificando argumento inválido

“Todo gato mia. Esse animal mia. Logo, é um gato.”

Passo 1: Estrutura: Todo G → M; esse animal = M; logo, G?

Passo 2: Isso é a falácia da afirmação do consequente. Outros animais também miam. O argumento não é válido.

Passo 3: Conclusão — argumento inválido. Reconhecer falácias vale tantos pontos quanto identificar argumentos corretos.


Exercício 9 — Disjunção: “ou” inclusivo vs. exclusivo

“Ou você estuda ou você não passa.” Em lógica, a afirmação é verdadeira se ambas forem verdadeiras?

Passo 1: O “ou” lógico padrão (∨) é inclusivo — verdadeiro quando pelo menos uma parte é verdadeira, incluindo quando ambas são verdadeiras.

Passo 2: A banca quase sempre usa o “ou” inclusivo, exceto quando o enunciado escreve explicitamente “ou um, ou outro, mas não os dois.”

Passo 3: Na dúvida, trate “ou” como inclusivo. Partir do exclusivo é o erro mais frequente nessa categoria.


Exercício 10 — Proposição bicondicional

“João passa se e somente se estudar.” João estudou mas não passou. A proposição é verdadeira?

Passo 1: P ↔ Q é verdadeira quando P e Q têm o mesmo valor lógico (ambas V ou ambas F).

Passo 2: Aqui P (estudou) = V e Q (passou) = F. Valores diferentes.

Passo 3: A bicondicional é falsa nesse caso.


Como montar seu plano de estudo com exercícios resolvidos

student studying exam Foto: F1Digitals

Ter exercícios não basta. Você precisa de um método que converta prática em desempenho real.

Semana 1 — Fundamentos: proposições, conectivos, tabelas-verdade. Resolva 10 questões por dia com gabarito comentado, sem cronômetro. O objetivo é internalizar a estrutura, não a velocidade.

Semana 2 — Silogismos: Modus Ponens, Tollens, hipotético. Antes de calcular qualquer coisa, escreva a estrutura simbólica do argumento no rascunho. Quem pula esse passo erra mais, mesmo dominando a teoria.

Semana 3 — Simulados mistos: misture todos os tipos e cronometre. Provas do CESPE dão em média 3 minutos por questão de lógica. Treine abaixo disso para ter margem nas questões mais trabalhosas.

Semana 4 — Revisão por banca: estude questões específicas do órgão que você vai prestar. A Escola Nacional De Concursos oferece material segmentado por banca, o que acelera bastante essa etapa final.

Uma prática que poucos adotam: revise os erros antes de avançar. Cada questão errada é um padrão que a banca vai repetir. Anote o tipo do erro — não apenas a resposta certa. Em 30 dias, você terá um mapa exato dos seus pontos cegos.


❌ Erros comuns a evitar

  • Confundir contrapositiva com inversa ou recíproca. Só a contrapositiva (~Q → ~P) é equivalente a P → Q. Inversa (~P → ~Q) e recíproca (Q → P) não são equivalentes — mas aparecem sempre como alternativas erradas nas provas do CESPE e VUNESP.

  • Negar a condicional como ~P → ~Q. A negação correta é sempre P ∧ ~Q — uma conjunção, nunca outra condicional. Em provas do FCC, esse erro aparece em pelo menos uma questão por edição.

  • Tratar “nenhum” como negação de “todos”. A negação de “todos os A são B” é “algum A não é B”, não “nenhum A é B”. São proposições com valores lógicos diferentes.

  • Assumir que argumento válido significa conclusão verdadeira. Validade é sobre a forma lógica, não o conteúdo. Um argumento pode ser válido mesmo partindo de premissas falsas — a banca testa exatamente essa distinção.

  • Resolver sem identificar o tipo da questão primeiro. Sair calculando sem mapear a estrutura leva a erros de processo — mesmo quando você domina a teoria. Escrever P → Q no rascunho leva 5 segundos e evita trocas que custam a questão inteira.


Próximos passos

student studying exam Foto: mel_88

1. Resolva 5 questões hoje usando o método passo a passo. Escolha uma categoria — comece por proposições e negações —, resolva sem ver a resposta, depois compare. O objetivo não é acertar tudo agora: é treinar o processo de identificar o tipo e aplicar a operação correta.

2. Monte uma planilha de erros. Para cada questão errada, registre: tipo de questão, operação aplicada errado, resposta correta. Revise essa planilha antes de cada sessão. Em duas semanas, você vai notar padrões claros nos seus erros.

3. Aplique em questões reais de concurso. Se você está mirando tribunais trabalhistas, o Concurso TRT é uma referência consolidada com questões comentadas de provas anteriores desse nível. Questão real é diferente de exercício de apostila: a linguagem é mais precisa, as pegadinhas são mais sofisticadas — e é exatamente aí que o método construído com prática intensa vai fazer a diferença.

Raciocínio lógico é a matéria que mais recompensa estudo com método. Com quatro semanas de prática consistente, você transforma um ponto fraco no diferencial que vai colocar seu nome na lista de aprovados.

Perguntas Frequentes

Por que raciocínio lógico elimina tantos candidatos em concursos?

Porque a maioria estuda apenas teoria e não pratica com resolução explícita. Na hora da prova, questões com negação dupla ou condicionais encadeadas travam o raciocínio. O problema não é inteligência, é falta de método estruturado.

Quais os principais tipos de questões de raciocínio lógico que caem em concursos?

Proposições simples e compostas, tabelas-verdade, negação de proposições, silogismos e inferências (Modus Ponens, Modus Tollens). As bancas CESPE, FCC, VUNESP e Cebraspe repetem esses blocos em praticamente toda prova.

Como aprender raciocínio lógico com método para não errar na prova?

Internalizando um fluxo quase mecânico: identificar o tipo de argumento, aplicar a operação correta e verificar o resultado. Resolver exercícios passo a passo, linha a linha, transforma qualquer questão em rotina.