Quantas Questões Errar e Passar Concurso — Guia Nota Corte

Descubra quantas questões errar e ainda passar concurso. Entenda a nota de corte, eliminatória e nota de corte real. Confira agora o guia completo!

quantas questões errar e ainda passar concurso

Apenas 12% dos aprovados em concursos federais acertam mais de 80% da prova. A maioria passa errando entre 30% e 40% das questões — e muita gente é reprovada mesmo acertando mais do que isso, por não entender como a nota de corte funciona.

Se você está estudando sem saber qual é o seu “número de segurança”, está atirando no escuro.

Esse artigo responde exatamente isso: quantas questões você pode errar, quando isso muda e como calcular o seu alvo real para cada concurso.


⚡ Resumo rápido

  • Não existe um número fixo de erros permitidos — depende do edital, da banca e da concorrência
  • A maioria dos concursos exige entre 50% e 70% de aproveitamento por disciplina
  • Entender a nota de corte antes da prova muda completamente sua estratégia de estudo

Qual é a lógica por trás da nota de corte?

A nota de corte não é um capricho da banca. É o resultado de dois fatores combinados: a exigência mínima definida no edital e a nota do último candidato aprovado dentro do número de vagas.

Esses dois números são coisas diferentes e confundem muita gente.

Exigência mínima do edital: é o percentual mínimo que você precisa atingir para não ser eliminado logo de cara. Está escrito no edital. Exemplo: “o candidato será eliminado se não obtiver nota mínima de 50% na prova de conhecimentos específicos”.

Nota de corte real: é a nota mínima entre os aprovados para a vaga. Se o concurso tem 10 vagas e 500 pessoas passaram da nota mínima, quem ficou em 11º lugar foi reprovado — mesmo que tenha acertado 65% da prova.

No concurso do INSS 2022, o edital exigia 50% de aproveitamento geral. A nota de corte real para técnico do seguro social ficou em 67,2 pontos de 100. Quem estudou mirando os 50% do edital ficou de fora.

Por que a nota de corte sobe tanto em alguns concursos?

Depende diretamente da relação entre número de vagas e número de candidatos. Concursos com poucas vagas e muita procura têm notas de corte altíssimas. ANATEL, Receita Federal e Banco Central são exemplos clássicos: é comum ver notas de corte acima de 75% mesmo em provas duras.

No concurso da Receita Federal de 2022, a nota de corte para auditor fiscal chegou a 82,5 pontos na prova objetiva. O edital exigia apenas 50%.

Já concursos estaduais de menor visibilidade ou com muitas vagas costumam ter notas de corte bem mais acessíveis. O concurso da SEPLAG-MG para analista de gestão pública teve nota de corte na faixa dos 58% — bastando pouco mais da metade da prova.

E os concursos com lista de espera?

Nesses casos a nota de corte costuma ser mais alta ainda, porque mais candidatos ficam na lista tentando entrar por desistência dos convocados. Se você quer entrar por lista de espera, precisa chegar mais perto do topo do ranking, não apenas “passar”.


Quantas questões posso errar em uma prova objetiva típica?

student studying exam Foto: RDNE Stock project

Aqui vai o cálculo prático. A maioria das provas objetivas de concurso federal tem 100 a 120 questões no total. A exigência mínima costuma ser 50% no geral e 30% a 50% por disciplina.

Exemplo com prova de 100 questões:

  • Exigência de 60% geral = precisa acertar 60 questões = pode errar até 40
  • Exigência de 50% geral = precisa acertar 50 questões = pode errar até 50

Mas atenção: esse é só o mínimo para não ser eliminado. Para efetivamente passar dentro das vagas, você precisa mirar bem acima disso.

Como isso varia por banca?

Cada banca tem um perfil de dificuldade e de exigência mínima:

  • CESPE/CEBRASPE: questões certas ou erradas, sem alternativas. Antes havia penalidade de -1 por erro, mas hoje a maioria das provas já não penaliza mais — questão anulada vale zero, não prejudica. Exige normalmente 50% a 60% no total.
  • FCC: questões de múltipla escolha, 5 alternativas. Costuma exigir 50% geral com 30% a 40% por disciplina. As provas são extensas — entre 80 e 100 questões em até 4 horas.
  • FGV: estrutura parecida com FCC, mas enunciados mais longos e pegadinhas contextuais. Exigência mínima semelhante, mas a nota de corte real tende a ser mais alta por conta do volume de questões interpretativas.
  • VUNESP, IADES, IBFC: variações regionais com exigências geralmente entre 40% e 60%. Provas mais objetivas e menos interpretativas, o que facilita a previsibilidade dos resultados.

Existe diferença entre peso por matéria?

Sim — e é aqui que muita gente perde pontos sem perceber.

Alguns editais atribuem pesos diferentes para as disciplinas. No concurso da Polícia Federal de 2021, Direito Penal e Direito Processual Penal tinham peso 3, enquanto Informática tinha peso 1. Errar uma questão de Direito Penal impactava três vezes mais a nota final do que errar uma de Informática.

Antes de montar seu cronograma, leia o edital inteiro e identifique os pesos. Depois invista mais tempo nas matérias que têm maior peso.


O que muda quando a prova tem eliminação por disciplina?

Esse é o ponto que mais reprova candidatos despreparados. Você pode acertar 80% da prova no geral e ainda ser eliminado por ter tirado 28% em Direito Constitucional, se a exigência mínima por disciplina for 30%.

Isso se chama nota de corte por disciplina ou nota eliminatória por matéria. Está sempre no edital, geralmente na seção “Da Avaliação” ou “Da Pontuação”.

Como saber se o seu edital tem isso?

Procure por expressões como:

  • “será eliminado o candidato que não obtiver nota mínima de X pontos em qualquer das provas”
  • “pontuação mínima por área de conhecimento”
  • “será desclassificado o candidato que zerar em qualquer disciplina”

Se encontrar qualquer uma dessas cláusulas, você não pode “abandonar” nenhuma matéria. Precisa de um mínimo em todas elas.

No concurso do TJSP 2023 para escrevente técnico judiciário, candidatos foram eliminados por não atingirem 30% em Português — mesmo com aproveitamento geral acima de 60%. A prova tinha 80 questões e o mínimo em Português era 12 acertos, de 40 questões.

O que fazer se você é fraco em uma matéria específica?

Não tente dominar tudo igualmente — isso é ineficiente. A estratégia certa é:

  1. Identifique o mínimo necessário para não ser eliminado nessa matéria
  2. Estude o suficiente para superar esse mínimo com margem de segurança de 10 a 15 pontos percentuais
  3. Concentre sua energia nas matérias de maior peso onde você pode ganhar mais pontos

Esse tipo de cálculo estratégico é exatamente o que o Método Aprovação estrutura — ele parte das exigências reais do edital para montar um plano que otimiza onde você estuda, não só quanto você estuda.


Como calcular o seu alvo real de acertos?

student studying exam Foto: RDNE Stock project

Siga esse processo antes de qualquer edital que você for estudar:

Passo 1 — Leia o edital inteiro antes de abrir qualquer apostila. Anote: número de questões por disciplina, peso de cada uma, nota de corte geral e por matéria.

Passo 2 — Pesquise os gabaritos e resultados de anos anteriores. O site da banca sempre publica isso. Olhe qual foi a nota de corte real (do último aprovado nas vagas) nos últimos 2 a 3 anos do mesmo concurso.

Passo 3 — Calcule sua margem de segurança. Se a nota de corte histórica fica em torno de 68%, mire em 73% a 75%. Isso te dá 5 a 7 pontos de margem para variações de dificuldade ou concorrência maior.

Passo 4 — Traduza para questões por simulado. Se a prova tem 120 questões e você precisa de 75%, seu alvo é 90 acertos. Trabalhe até seus simulados chegarem consistentemente acima de 90.

Quando o histórico não existe?

Para concursos novos ou de primeira edição, use como referência concursos similares da mesma banca e para o mesmo nível de cargo. Um cargo de analista federal em área administrativa vai ter padrão parecido independente do órgão específico.

Como referência prática: analista de nível superior em carreira federal típica (AGU, CGU, TCU de nível médio) tem nota de corte histórica entre 65% e 72%. Técnico de nível médio em órgão federal de grande porte fica entre 58% e 68%. Esses números funcionam como ponto de partida enquanto o histórico do concurso específico não existe.


Errar mais questões pode ser uma estratégia válida?

Sim — dentro de limites bem definidos.

Se você está dividido entre aprofundar uma matéria em que já tem 75% de acerto ou subir de 45% para 60% em outra matéria eliminatória, a resposta quase sempre é: resolva o gargalo primeiro.

Errar questões conscientemente em matérias menos relevantes (sem risco de eliminação) para ganhar tempo e pontos nas matérias de maior peso é uma estratégia legítima. Isso não é preguiça — é alocação eficiente de esforço.

O erro de quem quer acertar tudo

O perfeccionismo custa caro em concurso. Candidatos que precisam dominar cada detalhe de cada matéria geralmente chegam ao dia da prova sobrecarregados, com lacunas nas disciplinas mais pesadas e sem tempo suficiente de simulado.

Estudar com Mapas Mentais Para Concurso ajuda exatamente nisso: organizar o que é essencial, o que é secundário e o que pode ser deixado para a fase de revisão — sem perder coerência no estudo.

Quando errar questões vira problema?

Quando você não sabe por que está errando.

Errar questões difíceis de modo consistente não é problema. Errar questões básicas do mesmo tema repetidamente indica uma lacuna de conceito que vai te custar pontos no dia da prova.

Use seus resultados de simulado para identificar padrões de erro, não apenas percentuais gerais. “Errei 8 questões” importa menos do que “errei 6 questões de regra de três e 2 de porcentagem” — porque aí você sabe exatamente onde agir.

Se nos últimos três simulados você erra sistematicamente as mesmas questões de Raciocínio Lógico sobre sequências numéricas, o problema não é o simulado. É um conceito não consolidado que vai aparecer de novo no dia da prova — e vai custar pontos quando importa.


Qual é o número certo de erros para o seu concurso?

student studying exam Foto: RDNE Stock project

Não existe um número universal. Mas você pode calcular o seu com as informações certas.

Aqui está o resumo de como diferentes tipos de concurso se comportam na prática:

Tipo de ConcursoExigência Típica (edital)Nota de Corte Real (histórico)Erros “seguros” em 100 questões
Federal / alto nível (Receita, ANPD, BCB)50–60% geral70–80%20–30
Federal / médio nível (INSS, Correios, CEF)50% geral60–70%30–40
Estadual / cargo de nível médio40–50% geral50–65%35–50
Municipal / interior / muitas vagas40% geral45–60%40–55
Policial (PC, PM)50–60% + eliminação por matéria65–75%25–35

Leitura da tabela: os erros “seguros” são os que te mantêm acima da nota de corte real histórica — não apenas acima do mínimo do edital. Mire sempre no histórico, não no mínimo.

A resposta definitiva para quantas questões errar e ainda passar concurso está aqui: o número que importa não é o do edital, é o do último aprovado. Descobrir esse número antes de começar a estudar é o que separa quem tem meta de quem tem ilusão.


Calculou o seu número? Agora a pergunta certa é: nos seus últimos simulados, você está chegando perto desse alvo?

Se sim, continue o plano e adicione intensidade nas matérias de maior peso. Se não, identifique os padrões de erro e ajuste o cronograma antes de seguir em frente.

Perguntas Frequentes

Qual é a diferença entre exigência mínima e nota de corte?

A exigência mínima é o percentual definido no edital para você não ser eliminado logo de cara. A nota de corte real é a nota do último candidato aprovado dentro do número de vagas disponíveis — quase sempre é bem maior que o mínimo.

Por que a nota de corte é diferente do mínimo exigido?

Porque depende da relação entre vagas e candidatos. Concursos com poucas vagas e muita procura têm notas de corte altíssimas. No INSS 2022, o edital exigia 50%, mas a nota de corte real foi 67,2%.

Quantas questões preciso errar para passar no concurso?

Não existe um número fixo — depende do edital, da banca e da concorrência. A maioria dos concursos exige entre 50% e 70% de aproveitamento por disciplina, mas você deve sempre calcular o alvo para o concurso específico que está fazendo.